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O que é piso elevado e para que serve

Placas apoiadas em pedestais reguláveis deixam uma câmara livre por baixo, por onde passam cabos, ar e inspeção.

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Fotos 5 fotos
  • Pedestal de piso elevado com travessa e placas apoiadas Pedestal e travessa
  • Câmara sob o piso elevado, com filas de pedestais em profundidade Câmara sob o piso
  • Vista sobre a estrutura do piso elevado com placas abertas Placas abertas
  • Grade de pedestais metálicos de piso elevado vista de perto Grade de pedestais
  • Base quadrada de fixação de um pedestal de piso elevado Base de fixação

Uma plataforma apoiada em pedestais

Piso elevado é um assoalho montado com placas quadradas apoiadas numa estrutura de pedestais reguláveis e travessas. Cada pedestal sobe do contrapiso até a altura definida no projeto, e as travessas ligam um pedestal ao vizinho, formando uma grade estável e nivelada. Sobre essa grade, as placas são assentadas lado a lado e formam a superfície por onde as pessoas circulam e onde o mobiliário se apoia.

O conjunto não é colado à laje nem substitui o contrapiso. Entre a face inferior das placas e o chão fica um vazio contínuo, chamado de câmara livre. Por isso o piso elevado é, antes de qualquer acabamento, uma decisão de infraestrutura: o assoalho funciona como a tampa de um espaço técnico que continua acessível depois da obra.

O que a câmara livre permite

A câmara livre é o motivo pelo qual o sistema existe. Por ela passam os cabos de rede e de energia, as eletrocalhas, os dutos de ar e as tubulações que precisam atravessar o ambiente sem ficar aparentes. Como a passagem fica escondida sob as placas, a posição das mesas e das estações de trabalho deixa de depender de onde existem tomadas na parede.

A manutenção também muda de lógica. Para chegar a um cabo, a um quadro de piso ou a um ponto de ar, não é preciso quebrar contrapiso: abre-se a placa do trecho, trabalha-se dentro da câmara e recoloca-se a placa no lugar. Em salas técnicas e data centers, essa facilidade de acesso é o que permite trocar e acrescentar circuitos sem interromper a operação por causa de obra civil.

Placas e estrutura: de que material é feito

  • Placas de aço ou de alumínio, com revestimento aplicado na face que fica à vista.
  • Placas de madeira aglomerada de núcleo reforçado, mais leves para manuseio na obra.
  • Placas de sulfato de cálcio, indicadas onde a resistência ao fogo é critério de projeto.
  • Pedestais metálicos com base regulável, que sobem e descem por rosca e são travados na altura final.
  • Travessas, perfis que unem os pedestais e mantêm a grade alinhada.
  • Base de fixação, peça que prende a haste do pedestal ao contrapiso.

O revestimento de acabamento pode vir aplicado de fábrica, em placas já revestidas de vinílico, ou ser assentado na obra, sobre placas entregues cruas. A escolha depende do uso do ambiente e do tipo de manutenção previsto para ele.

O que define a altura do piso

A altura da câmara não é escolhida por gosto. Ela vem de duas medições: o que precisa passar por baixo das placas e o espaço de trabalho que a manutenção vai exigir. Se ali correm apenas cabos de rede em eletrocalha rasa, a altura é pequena. Se passam dutos de ar, caixas de piso mais fundas ou tubulações de maior diâmetro, a altura sobe.

Ao resultado somam-se a espessura da placa e a do revestimento, porque o pé-direito útil de um ambiente é contado da superfície acabada até o teto, e não da estrutura. Uma diferença pequena na câmara pode decidir se o salão continua confortável ou se fica baixo demais. Por isso o levantamento das passagens antecede a compra do material.

Onde o piso elevado é usado

  • Escritórios, onde o layout muda com frequência e a fiação precisa acompanhar a mudança.
  • Salas técnicas, data centers e salas de telecomunicações, que dependem de acesso rápido aos cabos e de ventilação pelo piso.
  • Áreas de circulação e corredores, que ficam na mesma cota dos ambientes vizinhos.
  • Ambientes residenciais e áreas de uso específico, quando existe motivo técnico para separar o assoalho da laje.

Em todos esses casos, o que decide o uso não é o desenho do piso, e sim o que precisa correr por baixo dele e a frequência com que esse conteúdo vai ser mexido depois.

O que o piso elevado não é, e como começa um projeto

Piso elevado não é contrapiso nivelado, aquele que corrige a irregularidade da laje e serve de base ao acabamento. Também não é revestimento: vinílico, carpete em placas e laminados são acabamentos que podem ser assentados sobre as placas, mas não substituem a estrutura nem abrem a câmara. Um assoalho colado ao chão resolve outra necessidade e não devolve acesso à fiação.

O projeto começa no levantamento do espaço: medidas das salas, cotas de portas e janelas, obstáculos e a posição das colunas. Depois vêm a definição do trajeto das eletrocalhas e das caixas de piso, a escolha da placa de acordo com o uso e o cálculo da altura. Só então o material é fechado, e a instalação acontece por etapas, salão por salão.

Para um caso concreto, o levantamento técnico é o melhor ponto de partida. A Wfloors projeta e instala piso elevado em São Paulo e atende em todo o território nacional. Peça um orçamento pelo nosso contato ou escreva para [email protected] e veja os serviços disponíveis.

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